Andei lendo-o novamente, que na minha opinião é um dos melhores livros que já li, e mais uma vez viajei na descrição da natureza e a história de amor entre Peri e Cecilia.O Guarani foi escrito em 1857 por José de Alencar. O que pouca gente sabe é que esse livro foi publicado sob a forma de folhetins no Diário do Rio de Janeiro no período entre 1° de Janeiro à 20 Maio. Sendo uma verdadeira febre e fundamental para fazer as pessoas se interessarem pela leitura. Diminuindo, de certa forma, a taxa de analfabetismo.
Este livro teve grande importancia para firmar nossa cultura, natureza e começar a descrever o índio como o cavaleiro medieval era descrito na Europa nessa época. Ora, Nós sabemos que nosso índio era ignorante e selvagem, mas não Peri. Ele era Forte, dedicado, leal, nobre e logo conquista a família portuguesa que vive no Brasil, num castelo fortificado no sertão e ele mesmo não resiste e é conquistado por Ceci.
D. Diogo, irmão de Ceci, mata sem querer uma índia e leva os Aimorés a começar uma guerra contra a familia Mariz. Apesar de índio, Perí era chefe da tribo Goicatá e larga tudo para trás e promete ficar ao lado da Família Mariz na guerra, por amor a Ceci.
Durante a história vemos os opostos e de uma certa forma, são ótimos para podermos analisar. Perí era tão nobre que só faltava equipá-lo com armadura e montá-lo num cavalo. Tão nobre quanto Luredano, um capanga de D. Antônio, um aventureiro mercenário italiano e ex-Frei, que prometera a seus homens dinheiro e fama se o ajudasse. Apesar de Servir a D. Antonio, seu verdadeiro propósito era de ter para si Ceci e ficar com o dinheiro de seu senhor.
Logo vemos o que o autor queria mostrar. Enquanto um amava Ceci o outro queria possuí-la a tal ponto de querer sequestrá-la, um era leal aos portugueses o outro queria saqueá-los e roubar suas riquezas.No decorrer do livro vemos as confimarções da bondade de Perí, como por exemplo, quando houve um desmoronamento de pedras e outra vez quando os aimorés tentam matar Cecí por vingança. Perí em ambos a salvou. Também vemos ao oferece sua própria vida para acabar logo com a guerra se envenenando para que os aimorés o comecem, mas Cecí o impede de se matar, fazendo-o beber o antídoto.
Perí fala usando o nome "Perí" no lugar do pronome "eu" infatizando o alto teor indiasta no texto.
Mesmo sendo isso tudo, as vezes Perí era descriminado, principalmente por D. Laureana, mãe de Ceci, que o chamava muitas vezes de selvagem.
O livro termina com os aimorés invadindo o forte e antes de partir com Ceci, D. Antonio faz Perí jurar proteger Ceci e se tornar um cristão. Daí eles fogem numa canoa e de longe escutam uma forte explosão mandando tudos aos ares, provavelmente matando a família de Cecí.
Peri deixa a correnteza os levar.
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